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Centro de Reprodução

Exames Femininos
Existem vários tipos de exames que diagnosticam infertilidade feminina.

Hormônios
É verificada a quantidade de hormônios produzidos pela mulher a fim de averiguar se sua ovulação está ocorrendo.

Ultrassonografia endovaginal
Estuda a estrutura do útero, das trompas e do ovário.

Histerossalpingografia
É realizado para detectar a permeabilidade do trajeto percorrido pelo espermatozoide dentro do útero e trompas, até chegar ao encontro do óvulo.

Teste pós-coito
Exame para diagnosticar uma possível aversão do organismo feminino aos espermas do parceiro, devido a fatores inflamatórios ou ainda ao prolongado período de exposição deste organismo àquele esperma. 

Exames Masculinos
O homem deve ser o primeiro a ser examinado, pois se trata de exames mais simples e mais rápidos.

Espermograma
Exame realizado para detectar o nível e a qualidade do esperma liberado pelo homem durante a ejaculação.

Varicocele
Uma causa muito comum de infertilidade do homem é a varicocele, ou seja, presença de veias dilatadas ao longo do cordão por ondem passam os espermatozoides.
O diagnóstico da varicocele pode ser obtido através da manobra de esforço. Caso as veias calibrosas do saco escrotal aumentem de volume, significa que há presença da doença.
Para se confirmar a diagnóstico existem exames específicos, como a ecografia testicular ou cintitografia dos testículos.

Tratamentos
As técnicas disponíveis:

Coito programado
A paciente recebe medicações hormonais para estimular a produção de óvulos (estimulação da ovulação). O crescimento dos folículos é monitorizado por ultrassom.
Sabendo o dia certo da ovulação, pede-se que o casal mantenha relações sexuais a cada dois dias ou se possível diariamente perto desta data.
Indicações: Em casos de muco cervical hostil. Taxa de gravidez: de 15 a 18 por cento por ciclo.

Inseminação intrauterina de espermatozoides (IIU)
Os espermatozoides são preparados e capacitados em meio líquido de cultura específico e introduzidos na cavidade uterina por intermédio de um cateter especial durante o período ovulatório da paciente.
Indicações: Em geral, utiliza-se a inseminação intrauterina de espermatozoides em casos de muco cervical hostil.
Taxa de gravidez: de 10 a 25 por cento por tentativa em casos não selecionados. De modo geral, são necessários três ciclos de IIU para que um percentual de 80 a 90 por cento das pacientes consigam engravidar. Caso a gestação não aconteça após três ciclos de IIU, é necessário considerar outras técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) ou a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI).

Fertilização in vitro convencional (FIV)
Os oócitos são coletados dos ovários, após regime de hiperestimulação ovarina controlado com gonadotrofinas e outras drogas indutoras da ovulação, ao mesmo tempo em que os espermatozoides são preparados e capacitados numa quantidade de 50 a 100 mil para cada oócito a ser fecundado. Oócitos e espermatozoides são colocados num recipiente especial (placa de Petri), em meio de cultura, para que um espermatozoide penetre um oócito e o fecunde, dando origem a um pré-embrião, que será transferido para o interior do útero da mulher 48 a 75 horas depois.
Indicações: Obstrução das tubas, infertilidade sem causa aparente, endometriose.
Taxa de gravidez: de 30 a 60 por centro por tentativa em casos não selecionados e independentes da idade.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI)
Os oócitos são coletados do ovários da mesma maneira que na FIV, sendo que cada um será penetrado ativamente por um único espermatozoide sob visão microscópia (micromanipulação dos gametas). Essa técnica apresenta altas taxas de fertilização, independentemente da qualidade do esperma. Homens com quantidade de espermatozoides menor que 5 milhões por mililitro de sêmen ejaculado (oligospermia severa) têm a mesma chance de fertilização de homens normais. Os pré-embriões formados são transferidos para o útero entre 48 a 72 horas depois.

Dicas para manter a fertilidade:

- Evitar o excesso ou a falta de peso;
- Evitar o consumo excessivo de álcool e de cigarro;
- Evitar o excesso de parceiros, especialmente os que se enquadram no grupo de risco;
- Manter relações sexuais seguras, usando preservativo, enquanto não deseja engravidar;
- Investir na qualidade de vida;
- Fazer exercícios físicos regularmente.

Importante: O uso prolongado de métodos contraceptivos hormonais não prejudica a fertilidade, ao contrário, diminui algumas infecções pélvicas e auxilia no tratamento de endometriose.